Governo, tecnologia e idosos:

o avanço das ações de inclusão digital no Brasil.

Cristiano Lima

6/25/20262 min read

     A tecnologia passou a fazer parte de quase tudo: comunicação, banco, documentos, consultas, compras, transporte e serviços públicos. Para muitas pessoas idosas, essa mudança trouxe praticidade, mas também insegurança. Afinal, não basta ter um celular na mão; é preciso saber usar com autonomia e segurança.

     Nos últimos anos, o próprio Governo Federal tem reconhecido a importância da inclusão digital para a população 60+. O Ministério das Comunicações informou que o acesso de pessoas idosas à internet cresceu no Brasil, segundo dados do IBGE, e destacou ações de letramento digital voltadas para esse público. Em uma notícia de 2025, o ministério apontou que o percentual de idosos com acesso à internet passou de 44,8% para 69,8%.

    Uma dessas iniciativas é o programa Computadores para Inclusão, executado pelo Ministério das Comunicações. O programa apoia ações de inclusão digital por meio de Centros de Recondicionamento de Computadores, onde também são realizados cursos e oficinas. Em Recife, por exemplo, turmas formadas por pessoas entre 60 e 85 anos aprenderam a usar smartphones, computadores, redes sociais e aplicativos.

     Essas ações mostram que a inclusão digital deixou de ser um assunto secundário. Ela está ligada à cidadania, à autonomia e ao acesso a direitos. Quando uma pessoa idosa aprende a usar melhor o celular, ela pode falar com a família, acessar serviços, consultar informações, pagar contas e se proteger melhor contra golpes.

     Também existem iniciativas para entender melhor as dificuldades enfrentadas por esse público. A Anatel e a UNESCO lançaram um projeto com oficinas em sete capitais brasileiras para identificar barreiras e desenvolver soluções que facilitem a inclusão digital de pessoas com mais de 60 anos.

     O avanço dessas ações reforça uma ideia importante: aprender tecnologia não é luxo. Para a pessoa idosa, é uma forma de participar mais da vida atual, com mais independência, segurança e confiança.

     A inclusão digital precisa ser acessível, paciente e prática. Não basta oferecer tecnologia; é preciso ensinar no ritmo de quem aprende. É nesse ponto que cursos presenciais, com explicações simples e turmas pequenas, fazem tanta diferença.

   No fim, incluir digitalmente uma pessoa idosa é abrir portas: para serviços, para comunicação, para proteção e para mais autonomia no dia a dia.